segunda-feira, 5 de abril de 2010

Carlos César valoriza dimensão internacional da Estação de Infra-sons a instalar na Graciosa



Carlos César considerou hoje que a instalação, na ilha Graciosa, da Estação de Infra-sons do Sistema Internacional de Monitorização “é um projecto cuja importância vai muito além do que em termos materiais representa para a ilha e para os Açores.”

Para o Presidente do Governo dos Açores, aquela infra-estrutura – que tem como principal objectivo o estabelecimento de um regime eficaz de vigilância, no âmbito das Nações Unidas, para o cumprimento do estipulado no Tratado sobre a Proibição Total de Ensaios Nucleares – “tem também essa dimensão política imaterial ao nos colocar como parte integrante desse programa de interesse à escala global.”

O governante assegura mesmo que “a concepção dos Açores como Região de valor no contexto internacional ganha, assim, também neste caso, uma projecção acrescida”, o que justifica o empenho que o Governo Regional colocou em todo o processo.

Uma razão adicional é a de a estação a instalar na Graciosa poder, em paralelo com a detecção de ensaios nucleares e outros tipos de eventos a vários milhares de quilómetros, poderem ajudar no estudo das actividades sísmica e vulcânica ou de fenómenos atmosféricos.

Daí a colaboração da Universidade dos Açores, através do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos, que ficará como futuro operador da estação, para o que será celebrado, oportunamente, um contrato de prestação de serviços.

A estação IS42 da Graciosa será uma das 60 estações de infra-sons do Sistema Internacional de Monitorização, permitindo uma melhor cobertura do Atlântico Norte, onde já existem as estações idênticas na Guiana Francesa, na Gronelândia, nas Bermudas e em Cabo Verde.

O investimento global é da ordem dos 1,9 milhões de euros, prevendo-se a conclusão das obras e a possibilidade da estação poder ficar certificada já no próximo mês de Setembro.

Este projecto vem juntar-se a outros, da mesma natureza – como o da Medição da Radiação Atmosférica, sedeado também na Graciosa; o da Estação da ESA, em Santa Maria; o Pico-Nare, ligado a questões climáticas; o Green Islands; ou as futuras novas estações de geodesia e radioastronomia das Flores e Santa Maria, integradas na Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas Espaciais –, já existentes nos Açores.

Para o Presidente do Governo, “todos aproximam a nossa Região de novos pólos de investigação. São também, é justo dizê-lo, consequência de um trabalho continuado do Governo dos Açores na gestão destas atractividades.”



GaCS/CT

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