sábado, 22 de maio de 2010

Dia “B” celebrado nos Açores



A diversidade biológica é o repositório da vida conhecida e encerra em si um dos factores-chave determinantes para a harmonia no planeta Terra. É graças à diversidade biológica que há ar respirável, alimento e água potável. Também é resultado do estudo da biodiversidade e da aplicação do mesmo que nasceram a maioria dos produtos farmacêuticos. A manutenção e, quando aplicável, recuperação da biodiversidade planetária é uma das prioridades fundamentais que se põem à humanidade e daí ser particularmente importante celebrar o dia 22 de Maio como Dia Mundial da Biodiversidade.

As mais de um milhão de espécies descritas, presumindo-se que o número total ainda esteja bem longe de estar calculado, são o legado mais complexo e extraordinário que a evolução do universo nos deu a conhecer.

Em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, tornou-se particularmente enfática a celebração do Dia Mundial da Biodiversidade um pouco por todo o mundo, incluindo o arquipélago dos Açores. Neste Dia “B”, estão a decorrer diversas celebrações em que estão envolvidos alguns departamentos do Governo dos Açores.

No Faial, foi organizada pela Organização Não-Governamental para o Ambiente “Azorica”, com a colaboração da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, uma visita guiada ao Jardim Botânico em que participaram diversos interessados. Na ocasião, o director regional do Ambiente, Frederico Cardigos, referiu que o legado biológico dos Açores é muito relevante “encerrando, de acordo com as últimas estimativas, mais de cinco centenas de espécies endémicas o que nos dá uma enorme responsabilidade.” No dia em que o priolo deixou de estar oficialmente em perigo crítico de extinção, segundo a IUCN, “nasce uma luz de esperança na recuperação da biodiversidade. Parece-nos ser realmente possível!” exclamou o director regional em declarações à margem da visita.

Apesar da nota de esperança, não deixou de enfatizar que a proliferação de espécies invasoras, a sobre-exploração de recursos naturais, a falta de ordenamento do território, o vandalismo e a poluição continuam a ser factores que ensombram a biodiversidade e o bom ambiente em geral. “Felizmente, para cada um dos problemas identificados, temos implementado soluções baseadas numa estratégia de desenvolvimento sustentável que percorre todos os pontos da nossa sociedade, desde as indústrias potencialmente poluidoras até ao cidadão individual. Todos estão, cada vez mais, cientes do potencial do nosso Ambiente, mas também das suas limitações.”

“Dois dias depois dos Açores terem recebido o certificado de “Quality Coast” e no período “Entre Mares”, em que se celebrará o mar por 146 vezes, o nosso arquipélago está a dar passos de gigante na sua dinamização ambiental. Caberá a cada um avaliar o que mais lhe interessa e aderir ou, mesmo, organizar novas actividades.”, concluiu.



GaCS/SF/DRA

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