quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Diocese nomeia (vigários episcopais) ouvidores


Foram 23 os ouvidores e ouvidores-adjuntos nomeados pelo bispo de Angra, D. António Sousa Braga, para os próximos três anos.

Os ouvidores são coordenadores pastorais de um conjunto de paróquias - as Ouvidorias - que estão para a organização da Igreja Católica como os Concelhos estão para a organização do Estado.

São Miguel tem oito Ouvidorias, mas foram apenas duas as novidades nas nomeações, ainda que de padres já com experiência nessas funções. Os dois nomes novos são os do padre Octávio Medeiros, para a Povoação e do padre António Cassiano, para Vila Franca do Campo. Recorde-se que Octávio Medeiros já é vigário episcopal de São Miguel, sendo a principal figura da Igreja Católica na ilha.

Nas restantes ouvidorias não há novidades. Assim, mantêm-se o padre Agostinho Pinto na Lagoa; o padre António Constância em Ponta Delgada; monsenhor António da Luz nas Capelas; o padre Manuel Galvão na Ribeira Grande; o padre Jorge Ferreira nos Fenais da Luz e o padre Agostinho Lima no Nordeste. Devido à sua dimensão, a Ouvidoria de Ponta Delgada tem também um ouvidor-adjunto, o padre Marco Tavares.

Devido às suas funções sobretudo pastorais, os ouvidores são escolhidos pelos seus pares em cada Ouvidoria, que funciona um pouco como uma pequena ‘unidade’ de ilha. Aliás, só as duas ilhas mais populosas, São Miguel e Terceira, têm várias ouvidorias sendo que nas restantes sete ilhas há apenas uma Ouvidoria para toda a ilha. A Graciosa tem, curiosamente, um ouvidor-adjunto e, na Terceira, há apenas um Ouvidor, o padre Abel Vieira, que no entanto é ajudado por cinco ouvidores-adjuntos para as várias zonas da ilha.

O padre Ricardo Henriques, director diocesano do Serviço de Apoio à Comunicação Social, afirma ao Açoriano Oriental que os ouvidores "são pessoas escolhidas atendendo ao seu perfil sobretudo de carácter pastoral e de coordenação das actividades que dizem respeito a uma determinada zona da ilha ou mesmo a toda a ilha, no caso das ilhas menos populosas". Os ouvidores são, por isso, essenciais para dar dimensão de ‘ilha’ a uma Igreja muitas vezes centrada apenas nos problemas locais de cada paróquia.

Os principais desafios que os 23 ouvidores e ouvidores-adjuntos vão enfrentar nos próximos três anos não estão ainda definidos, uma vez que vão depender das prioridades que saírem do Conselho Pastoral Diocesano que vai reunir-se no próximo fim-de-semana, com representantes de todas as ilhas, dos movimentos eclesiais e dos principais serviços diocesanos. Aliás, nos vários serviços diocesanos, também só há dois nomes novos: os do padre Adriano Borges, que vai ficar responsável pelos Bens Culturais da Igreja e do padre Jacinto Bento, responsável pela Mobilidade Humana.


Fonte: AO

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