segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ilha Graciosa livre de CO2


A experiência é pioneira. A Graciosa vai submeter-se a uma revolução verde.

Pode vir a ser a primeira região insular do mundo, livre de CO2.


Os seus 4500 habitantes vão usar exclusivamente energias renováveis, principalmente solares, mas também eólicas.


É um projeto ambicioso, liderado pela companhia alemã, Younicos.


A companhia, sedeada em Berlim, pretende fornecer energia limpa para as ilhas.
Uma energia guardada em baterias de sódio e enxofre de um megawatt, importadas do Japão, como diz o presidente da empresa:


“É o acumulador durável mais potente e de mais longa duração do mundo. Pode funcionar durante 15 anos, ou até por mais tempo. Trouxemos esta bateria para a Europa, para mostrar que, hoje em dia, podemos integrar unidades de armazenamento de energia nas nossas redes da eletricidade em larga escala. E também numa ilha, podemos produzir uma percentagem muito elevada da energia renovável”.


A companhia também acredita que o “small is beautiful”. Por isso, pretende criar unidades pequenas de armazenamento, para evitar a dependência da bateria master.


“Nós não queremos uma enorme central eléctrica, com uma unidade do armazenamento. O sistema é descentralizado, como os sistemas photovoltaicos que já temos nas casas e nos apartamentos, na Alemanha. Deve haver diversas unidades pequenas de armazenamento de eletricidade, em cada edifício. Estas diversas unidades teriam o mesmo efeito de uma bateria grande”, esplica o presidente da companhia alemã.


Um dos desafios principais deste projeto é operar exclusivamente, com vento e sol, com total estabilidade.


Em 2012, a ilha deve ser alimentada, em 80 por cento, pelo vento e por plataformas solares e apenas em 20 por cento, por combustível fóssil.


Estes 20 por cento serão substituídos, mais tarde, pela biomassa.





Publicado por: Jorge Gonçalves

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