domingo, 12 de setembro de 2010

Carlos César muito satisfeito com duas açorianas entre as “7 Maravilhas Naturais de Portugal”




A Lagoa das Sete Cidades, na categoria de “Zonas Aquáticas Não Marinhas”, e a Montanha do Pico, na de “Grandes Relevos”, foram ontem à noite anunciadas como duas das “Sete Maravilhas Naturais de Portugal”, eleitas através de votação popular que decorreu ao longo de vários meses.

Presente, nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, no espectáculo que assinalou o final do concurso, o presidente do Governo dos Açores manifestou o seu contentamento por, em primeiro lugar, a transmissão televisiva, para todo o mundo, do evento permitiu projectar uma imagem dos Açores como “região ambientalmente referenciada, qualificada do ponto de vista do seu património natural e da sua política ambiental, e que, por isso mesmo, mereceu ser a sede e o núcleo central desta eleição.”

Para Carlos César, tratou-se mesmo de um contentamento acrescido pelo facto de que os Açores ganharam o que era legalmente permitido ganhar, ou seja – ironizou – “foi inventada esta história de só poder cada região ganhar em duas categorias, e nós, açorianos, bem sabemos porque é que eles inventaram isso.”

O regulamento do concurso – que impede a eleição de mais de duas “Maravilhas Naturais” por cada região portuguesa – acabou por, eventualmente, prejudicar as outras candidaturas açorianas, como foram os casos da Lagoa do Fogo, da Furna do Enxofre e do Algar do Carvão.

Sublinhando que todas as cinco candidaturas açorianas poderiam ter ganho, admitiu, no entanto, que foi bom terem outras regiões igualmente alcançado a almejada eleição, “para que os outros sintam que vivem, também, em regiões agradáveis”.

Em qualquer caso, o Presidente do Governo realçou a importância do concurso e, também, o espectáculo de encerramento, acompanhado por milhares de pessoas, não só na avenida marginal da cidade, mas “neste extraordinário empreendimento das Portas do Mar, que revolucionou profundamente Ponta Delgada, que a virou para o mar, que lhe deu dimensão atlântica e que lhe permitiu ter esta plataforma de realização de espectáculos de grande dimensão e qualidade.”

Em suma, manifestou-se convicto de que se fala bem dos Açores e que se passa a conhecer a região, sendo mesmo “fundamental que se conheça a razão pela qual é bom ser açoriano, a razão pela qual devemos ter orgulho nos Açores e a razão pela qual aqueles que não são açorianos devem gostar muito dos Açores.”





Gacs/CT

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