segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Direcção Regional dos Assuntos do Mar alerta para a necessidade de salvar os cagarros



O esforço para preservar o cagarro, uma espécie protegida que nidifica nos Açores, continua, através da organização de brigadas nocturnas com o objectivo de salvar as aves que sejam encontradas em risco.

Nesta altura do ano, os cagarros juvenis abandonam os ninhos pela primeira vez, e são muitas vezes atraídos pela luz, sendo encontrados junto às estradas.

“Segundo os investigadores da Universidade dos Açores, apesar de poder haver alguma surpresa, o máximo número de aves que abandona os ninhos pela primeira vez deverá ocorrer no final da próxima semana”, garantiu o Director Regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos.

Desta forma, em todas as ilhas, os vigilantes da natureza estão a analisar, no terreno, se os cagarros já estão a sair dos ninhos, para que as brigadas nocturnas comecem a actuar.

Desde o dia 1 de Outubro, data em que se iniciou a “Campanha SOS Cagarro 2010” ainda não se registou nenhuma ave morta, o que para Frederico Cardigos pode ser explicado por os animais ainda não terem começado a sair massivamente, mas também porque “há um conjunto de entidades incluindo autarquias, EDA, portos e aeroportos, entre outros, que estão a fazer um real esforço de contenção de iluminação”.

Para além destes, o Director Regional afirma haver inúmeras entidades que contribuem para esta acção: “é já impossível, como felizmente acontece todos os anos, nomear todos os que contribuem para esta campanha, mas, para além da Administração Regional, estão envolvidos genericamente os escuteiros, as associações de bombeiros, as escolas, as organizações não governamentais para o ambiente, diversas empresas privadas, as Brigadas SEPNA da Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, a Polícia Marítima e, principalmente, centenas de voluntários anónimos”.

Desta forma, é feito um apelo para que a população adiria à iniciativa e que para isso contacte os Serviços de Ambiente da sua ilha para saber mais informações, e poder participar.

No entanto, qualquer pessoa, mesmo não fazendo parte de uma brigada nocturna pode, caso encontre uma destas aves em risco, entregá-la num local de recepção.

Na ilha Terceira, a GNR, a Policia Marítima, os bombeiros de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória, os armazéns da Culturangra, os “Securitas” no Porto Pipas e também os Serviços de Ambiente de Ilha, são os locais que recebem estes animais.

Em São Jorge, podem-se entregar nos quartéis de bombeiros, na PSP da Calheta e das Velas, na GNR e na Polícia e Delegação Marítima.

Em São Miguel todos os postos da PSP aderiram a esta campanha.

Na ilha do Pico, as aves podem ser entregues em todos os quartéis de bombeiros.

Na Graciosa, a entrega pode ser feita nos Bombeiros Voluntários da Ilha Graciosa, na PSP de Santa Cruz, na GNR, na Polícia Marítima, e nos Serviços de Ambiente de Ilha.

Nas Flores, as aves podem ser entregues aos Serviços de Ambiente de Ilha, ao Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão e também contactando o vigilante da natureza.

Em Santa Maria, o Serviço de Ambiente de Ilha e as EB1/JI de Almagreira e EB1/JI Sol Nascente são os locais onde podem ser entregues os cagarros resgatados, e também contactando o vigilante da natureza de Santa Maria.

Os Serviços de Ambiente estão também a organizar diversas acções de sensibilização nas escolas do arquipélago, para alertar as crianças e jovens para a importância de salvar esta espécie.

No sítio da internet
http://www.soscagarro.azores.gov.pt/ e também no endereço electrónico cagarro@azores.gov.pt e no Serviço de Ambiente de qualquer ilha, serão disponibilizadas mais informações sobre esta iniciativa.



GaCS/AMP/DRAM

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