segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Secretaria da Saúde contesta acusações do PSD da Graciosa


A Secretaria Regional da Saúde nega a existência de qualquer favorecimento político nas admissões feitas na Unidade de Saúde da Ilha Graciosa.

Segundo informação do conselho de administração da Unidade de Saúde daquela ilha, as últimas admissões ocorreram em 2010 e foram feitas observando todos os procedimentos da contratação pública pelo que se encontram garantidas a legalidade e a transparência dos processos concursais que podem, aliás, ser consultados por todos os interessados.

Neste momento, decorrem concursos para cinco assistentes operacionais e para dois assistentes técnicos, mas os processos ainda não terminaram, não havendo, portanto, qualquer decisão sobre quem vai ser admitido.

Entrou também ao serviço do Centro de Saúde um assistente técnico, mas a sua colocação foi indicada pela Direção Regional do Trabalho no âmbito do Programa de Colocação Temporária de Trabalhadores Subsidiados (CTTS).

Relativamente ao Delegado de Saúde, assunto referido em vários Órgãos de Comunicação Social, esclarece-se que a sua nomeação foi feita de acordo com a legislação regional em vigor e é, portanto, inequivocamente legal. Além disso segue o propósito de “apostar na renovação dos quadros, com profissionais em início de carreira, mas com provas dadas e fortemente motivados e premiar a dedicação, o interesse e a experiência adquirida”.

Não se conhece qualquer filiação partidária da pessoa que exerce presentemente as funções de Delegado de Saúde e de Presidente do Conselho de Administração, ao contrário do que defende o PSD que pretendia ver nomeado um destacado militante seu na ilha Graciosa.

De resto, a Secretaria da Saúde não reconhece ao PSD autoridade para “exigir” a demissão do conselho de administração da USIGraciosa. Ao PSD compete sobretudo protestar ou denunciar, que são prorrogativas dos partidos da oposição.

A Secretaria da Saúde assegura que tanto os processos de admissão como de afetação interna de recursos humanos são feitos tendo em conta a competência das pessoas.

No que toca à deslocação de especialistas, segundo informação do conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa, o plano de deslocações para o corrente ano de 2012 está a decorrer de acordo com o programado. Até ao momento já se realizaram 32 deslocações de médicos de diversas especialidades, num total de cerca de 2300 consultas dadas à população e não há conhecimento de nenhum especialista que se tenha recusado deslocar-se à Graciosa.



GaCS
Publicado por: Jorge M. Gonçalves

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