quarta-feira, 17 de junho de 2009

Alemães querem abastecer a Ilha Graciosa com energia limpa



Uma empresa alemã vai simular, em Berlim, a exploração do sistema elétrico da ilha Graciosa, no arquipélago português dos Açores, numa experiência inédita que visa desenvolver um projeto que permita o fornecimento de eletricidade "quase totalmente" com fontes renováveis.

"Trata-se de demonstrar ao mundo que é possível num pequeno sistema elétrico ter uma penetração de energia renovável próxima dos 100%", afirmou Francisco Botelho, administrador da Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA), em declarações à Agência Lusa.

A simulação começa em 2 de julho numa "espécie de laboratório" instalado num pavilhão com cerca de 1,2 mil metros quadrados pela empresa Sólon Laboratoires AG, atualmente designada Younicos, que pertence ao Grupo Solon, um dos maiores fornecedores alemães de paineis para esse tipo de usina.

Neste espaço, segundo Botelho, vão estar instalados vários equipamentos, entre os quais duas baterias japonesas, de última geração, com grande capacidade de armazenamento de energia, e um grupo termoelétrico a diesel, semelhante ao que existe na Graciosa, que servirá de complemento da produção renovável.

Além disso, se justam a estes equipamentos simuladores de produção eólica e do consumo de energia elétrica.

Segundo ele, "caso se conclua pela viabilidade deste projeto", ele poderá vir a ser instalado na Graciosa e em outras ilhas do arquipélago, "aumentando a penetração das energias renováveis".

Esta demonstração, cuja duração não foi especificada, está centrada na energia fotovoltaica e eólica, através de baterias de última geração com capacidade para armazenar a energia produzida em excesso nas horas de menor demanda.

Botelho destacou que o investimento envolvido nesta demonstração é da responsabilidade da empresa alemã, cabendo a EDA fornecer informação real sobre os consumos de energia elétrica na Graciosa.

"É um projeto que acompanhamos com muito interesse", frisou, acrescentando que esse interesse surgiu logo em 2006, quando a EDA foi consultada pela empresa alemã para saber qual a ilha que apresentava melhores condições para um projeto deste tipo.

Fonte: LUSA

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