quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Obras no Museu da Graciosa projectadas para criar dicotomia entre tradição e modernidade



O Governo dos Açores encara as obras de ampliação do Museu da Graciosa, recentemente adjudicadas por cerca de um milhão de euros, como uma intervenção desenhada para criar uma “dicotomia entre a tradição e a modernidade”.

Em articulação com o edifício existente, as novas formas arquitectónicas, marcadas pela volumetria, “criam uma dicotomia entre a tradição e a modernidade, num conjunto coerente e harmonioso”, grante o Executivo de Carlos César, na resposta a um requerimento parlamentar sobre o empreendimento.

O projecto de construção da nova estrutura do Museu da Graciosa teve por base o propósito de “marcar a diferença através de um objecto arquitectónico com clara qualidade artística e impacto visual pela sua forma contemporânea”, pretendendo-se que se “destaque em relação ao edifício existente e a toda a sua envolvente” e que constitua um “marco do presente século para o futuro”, alega o Governo.

Segundo acrescenta, tendo por base a ideia de que a “arquitectura deve ser entendida como um acto cultural criativo”, o Executivo entendeu que a opção adoptada se revela a “mais adequada “ para a esse programa de ocupação a implantar na zona classificada de Santa Cruz da Graciosa.

Adjudicadas à empresa Edifer Construções, no quadro de um projecto de arquitectura de Mariana Godinho, as obras de ampliação do Museu da Graciosa permitirão aumentar as respectivas instalações de 376 para 549 metros quadrados.

A cultura da vinha, uma actividade tradicional da Graciosa, continuará a constituir o centro privilegiado do projecto museológico da instituição, que abriu em 1983 como casa etnográfica.


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